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 Sexo é a Questão

Esta seção foi elaborada a partir de dúvidas enviadas por e-mail à Redação do UOL e posteriormente selecionadas e respondidas pela psicóloga Rosely Sayão.

 
 Pergunta

"Sou casada há 10 anos e tenho um filho de 4. Sempre fui uma esposa fiel, corretíssima: não olhava pra outro homem e amava meu marido. Mas há 4 anos, desde que meu filho nasceu, nosso casamento tem sido um fracasso. Meu marido não me procurava mais pra transar; e eu perdendo o controle, ficando carente, sozinha, me masturbando todos os dias. Há um ano conheci um colega que me deu atenção, ouviu meus problemas, e confundi as coisas: dei uma carona pra ele e no caminho demos um beijo; cinco dias depois já estávamos na cama. Desse dia em diante senti necessidade de conhecer outros homens e ir pra cama com todos eles. Conheci vários na Internet e transei com a maioria; até viajei pra outro Estado e me encontrei com quatro deles em um único fim de semana. Hoje, um ano depois, já coleciono um saldo de 11 homens com os quais transei, uns seis que dei uns beijos na boca, e dois amantes firmes. E acho que o negócio não vai parar por aí. Quanto ao meu marido... não tenho tempo pra ele. Acho que estou doente e viciada mas não acredito muito em análise, por isso não optei. Confesso que tenho vontade de parar, mas quando recebo carinho de um homem... enlouqueço. Me ajude, por favor!!!"
 

Resposta

Bem, cara, se você não acredita em análise pode optar por outro tipo de tratamento. Se você acha que ultrapassou os limites do suportável em sua vida, se sente que o que você faz provoca mais sofrimento do que qualquer outra coisa, e se você pensa que está "doente e viciada", alguma atitude você precisa tomar.

Você já deve ter escutado uma expressão muito usada pelas pessoas para explicar certos comportamentos não usuais na vida delas e que ocorrem em determinadas situações: "foi mais forte do que eu".

Pois é: há impulsos e desejos que, às vezes, se manifestam com tanta força que se sobrepõem a todos os valores, princípios e normas que a pessoa adotou em sua vida. E isso faz com que ela se comporte de determinado jeito, faça algumas escolhas e tome certas decisões mas, logo depois, se arrepende profundamente do que fez. Você está vivendo um conflito desse tipo.

E como resolver? Talvez procurando entender o que é que você procura, o que é que você quer agindo assim. Carinho é bom? Nossa, ninguém duvida disso! Mas não é qualquer carinho que faz bem. Esses que você tem procurado, encontrado, e contabilizado, mais parece saldo negativo em banco: quanto mais cresce, mais preocupa você, e maior fica sua dívida a pagar.

Então, cara, procure conhecer outros tipos de tratamento: além da análise há outros métodos que ajudam você a se conhecer melhor, a entender mais essas coisas que estão em você, mas que você não entende nem controla. Tomar uma decisão para acabar com esse sofrimento do inevitável é o que mais importa agora a você.

Coragem! :)

(23/03/01)

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16/03/2001 - "Sou casado, mas tenho muito tesão, conheço garotas e acabo num motel"
07/03/2001 - "Tenho 29 anos, sou casa e mãe. Tive um amante virtual de 18 anos"
02/03/2001 - "Na hora H, me dá um bloqueio e broxo. Como tratar isso?"






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