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 Sexo é a Questão

Esta seção foi elaborada a partir de dúvidas enviadas por e-mail à Redação do UOL e posteriormente selecionadas e respondidas pela psicóloga Rosely Sayão.

 
 Pergunta

"Estou muito confusa e preciso de uma orientação. Tenho 30 anos e um filho de 2. Escolhi como madrinha do meu filho uma pessoa que considero minha melhor amiga e, meses atrás, fui apresentada por ela ao namorado. Saíamos sempre juntos até que um dia fomos à praia e notei que ele me olhava de uma forma diferente, mas fingi não perceber.

Ele passou a evitar minha comadre e a ficar mais próximo de mim e de toda minha família; sabe aquele tipo de amigo incondicional que está disponível a qualquer momento para ajudar no que for preciso?? Ele é exatamente assim.

Começou então com uma relação quase paterna com meu filho e senti que o relacionamento dele e de minha comadre estava esfriando e que ela percebia, tanto quanto eu, o interesse dele por mim. Aliás, todos percebiam: minha mãe, meus irmãos, amigos etc...

A partir daí começou um verdadeiro inferno: minha comadre passou a fazer comentários maldosos em relação a tudo que estava acontecendo, inclusive confirmando um relacionamento entre ele e mim que nunca existiu.

Conversei com ele e o mesmo me disse que estava apaixonado por mim. Expliquei que aquilo não deveria acontecer pois, além de comadres, éramos muito amigas e eu não tinha interesse algum nele.

O tempo passou, ele rompeu com ela de uma forma muito brusca, e senti que ela me culpava por isso. Por várias vezes ele esteve em minha casa com a desculpa de visitar meu filho, o que a incomodava demais. Um mês após o término do namoro ela voltou para um namorado antigo e hoje diz ser a mulher mais feliz do mundo.

Sinto que todos da minha família torcem para que ao menos eu dê uma chance a ele. Depois de tudo que aconteceu, talvez com raiva do julgamento que fizeram a meu respeito, hoje tenho dúvidas. Às vezes acho que tenho medo de magoá-la, ou penso em me vingar de todas as pessoas que me acusaram de algo que não fiz.

Um dia estávamos em um churrasco e fomos dançar; a forma como me abraçou me fez sentir um frio na espinha e acho que deixei transparecer, pois o tempo todo ele me olhava com um olhar cheio de carinho.

Não sei se estou sendo justa comigo ou injusta com ela.. o que sei é que esta situação está me incomodando demais."

 

Resposta

Cara, que encrenca, hein? É, mas assim é a vida: cheia de imprevistos e surpresas, cheia de inesperados. E foi exatamente o que aconteceu com você.

Que é uma situação muito incômoda a que você vive, é. Mas há saídas. E talvez a primeira seja você considerar a sua amizade com a madrinha de seu filho. Se ela é mesmo uma grande amiga, é preciso encarar uma conversa com ela sobre o que está acontecendo agora, depois que ela rompeu com o namorado e está feliz com o outro.

Quer dizer, pelo menos ela diz que está, mas se está mesmo, isso só ela sabe.

Que tal você expor seus sentimentos para ela, seus ressentimentos, e se dispor a ouvir o mesmo tanto? Tem um ditado popular que diz que "conversando a gente se entende", conhece?

Mas o fato é que é conversando que a gente se desentende, pois é o diálogo que desnuda as diferenças, as emoções, os sentimentos e, por isso mesmo, é que tanta gente hoje em dia evita conversas mais íntimas.

Mas esse é o primeiro passo para que os laços afetivos sejam refeitos e atualizados.

Pelo que você diz, você nem sabe ao certo se tem interesse em ficar com esse cara. Parece mais é que você está reagindo a tudo o que houve, não é?

Então talvez o mais sensato seja esperar a poeira baixar para que você consiga ver melhor o que é que você quer, e se vale a pena.

É bem provável que você tenha que fazer alguma escolha nessa situação, por isso avalie bem suas prioridades para, então, tomar sua decisão de modo mais conseqüente e menos impulsivo.

E siga em frente usando essa experiência para aprender mais um pouco sobre você mesma, sobre as relações afetivas, e sobre o que você valoriza mais em sua vida em determinadas situações, como essa, por exemplo.

(22/06/01)

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22/06/2001 - "O namorado da minha melhor amiga se apaixonou por mim"
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31/05/2001 - "Minha mulher sempre se masturba pensando que transa com três homens"






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