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Esta seção foi elaborada a partir de dúvidas enviadas por e-mail à Redação do UOL e posteriormente selecionadas e respondidas pela psicóloga Rosely Sayão.
Resposta
A primeira coisa que você e sua esposa devem saber é que a candidíase, que é uma infecção provocada por um fungo chamado Cândida albicans, não é uma doença sexualmente transmissível.
Essa infecção pode aparecer espontaneamente, como conseqüência de um distúrbio hormonal, do uso prolongado de pílulas contraceptivas, ou do uso de antibióticos, por exemplo. Quando a acidez vaginal é alterada, o fungo encontra situação favorável para proliferação descontrolada, causando a infecção.
Apesar de não ser considerada uma doença sexualmente transmissível, a candidíase pode ser transmitida pelo contato sexual, por isso é que o médico de sua mulher orientou tratamento para vocês dois: para evitar, principalmente, que ela volte a ter a infecção depois do tratamento.
Não é, portanto, a prática do sexo anal a responsável por essa infecção. Mas, claro, o sexo anal exige alguns cuidados: a penetração vaginal não deve ser feita após a anal com a mesma camisinha, ou antes de o pênis ser muito bem higienizado com água e sabonete. Esse cuidado evita infecções vaginais provocadas por microorganismos que habitam o reto.
Não se tem notícia de nenhuma doença que seja provocada pela prática do sexo anal. Claro que, como em qualquer outra prática sexual, existe o risco da infecção por doenças sexualmente transmissíveis caso um dos parceiros tenha a doença ou seja portador de um dos agentes causadores.
Se sua mulher tem hemorróidas ou tem propensão a ter, a prática do sexo anal pode agravar o quadro. Por isso é importante a lubrificação cuidadosa da região anal e do pênis: para facilitar a penetração. O mais indicado é o uso de lubrificantes íntimos, que podem ser comprados em qualquer farmácia.
No mais, basta os dois estarem de acordo e curtirem com prazer.
(11/01/01)
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