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21/09/2004 - 10h30 Tóquio estuda norma para proibir sexo entre adolescentes Tóquio, 21 set (EFE).- A administração municipal de Tóquio estuda a possibilidade de implantar uma ordem que obrigue pais e tutores a impedir que seus filhos adolescentes mantenham relações sexuais, informaram nesta terça-feira funcionários municipais. Segundo as fontes, citadas pela agência Kyodo, há uma forte divisão no seio da própria Prefeitura da capital sobre a conveniência de aplicar uma normativa que, segundo seus defensores, "tenta frear a transmissão de doenças sexuais e abortos entre os jovens". Os que rejeitam na prefeitura este curioso projeto de ordem, ressaltam que seus efeitos serão contraproducentes, dado o delicado do tema e seus efeitos na vida familiar. O principal defensor da idéia, o tenente prefeito de Tóquio, Yutaka Takehana, um ex-policial que atualmente se encarrega de questões juvenis na Administração metropolitana, ressaltou que a aplicação da medida não implicaria qualquer sanção penal. "Ao estabelecer essas obrigações aos pais e outros adultos, a fim de que se esforcem nesse sentido, se poderá transmitir essa mesma determinação (para acabar com o "problema") aos meninos", disse Takehana. Por enquanto, a administração criará amanhã um comitê de especialistas, entre os quais haverá professores de ensino secundária, para examinar o projeto de ordem e outras questões relacionadas com o sexo juvenil, além de recomendar outras medidas alternativas. Segundo a Prefeitura, nos últimos anos se disparou a "atividade sexual" entre os adolescentes desta cidade de doze milhões de habitantes, em uma boa parte dos casos sem proteção de anticoncepcionais. Em uma enquete feita por professores de institutos e centros de educação secundária na capital japonesa em 2002, 6,8% dos meninos e 8,7% das meninas perguntadas reconheciam que começaram a ter relações sexuais aos 14 ou 15 anos de idade. Em declarações a Kyodo, o ginecologista Tsuneo Akaeda, que faz parte do citado comitê de especialistas da Prefeitura de Tóquio, explicou que "há muitas adolescentes que não sabem dizer não a um menino de quem gosta e que lhes pede para manter uma relação sexual". Por isso, acrescentou, "o que tem de mau se for feita uma ordem que proíba os jovens de praticar sexo antes dos 15 anos?". Sayoko Ishii, um advogado especializado em problemas familiares e juvenis, manifestou a Kyodo uma opinião contrária a essa normativa. "Ao dizer a eles 'não' com uma ordem, a única coisa que vamos provocar é a rebeldia entre os jovens e aumentar as desditas dos pais", afirmou Ishii.
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